Em épocas de eleição, a supra-citada máxima prolifera-se com mais intensidade.Tal fato não acontece por acaso.Trata-se de algo orquestrado pelos " donos do poder", por vezes, subliminarmente, para que o cidadão coloque todos os políticos numa vala comum e assim sendo, induzir o indivíduo a não participar do processo político como deveria:deixando de averiguar a vida pregressa de cada candidato, suas realizações, ideologias e interesses.Como afiançava Platão "o castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus"." O preço a a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior".Miguel Torga, influente escritor português, já dizia:" o país ergue-se indignado(...), come , bebe e diverte-se indignado, mas não passa disso.Falta-lhe o romantismo cívico da agressão".
A Política é uma ferramenta para enfrentar e resolver problemas coletivos, por isso o cidadão deve,na medida de suas possibilidades, informar-se, ouvir, debater e formar opiniões políticas de forma consistente,acontece,porém, que por lhe ter sido negada estrategicamente uma educação política, passa a reproduzir falácias dos que se perpetuam no poder, contribuindo com a sua omissão e/ou desinformação para que tais " donos do poder" continuem com as suas práticas assistencialistas de ocasião.
De fato, Alagoinhas precisa contar com representantes preocupados em levar uma educação de qualidade a todos os espaços da cidade, com o fito de paulatinamente efetivar transformações sociais, propiciando à comunidade elementos essenciais ao aprofundamento de seu senso crítico.
Sei que muitos postulantes ao poder público, por certo, têm essa preocupação-a exemplo da professora Ana Costa- a quem vejo não como adversária, mas como aliada nessa cruzada por uma mudança de mentalidades com o compromisso de fazer da educação uma prioridade em nosso município.
Alagoinhas precisa de um poder legislativo engajado com uma causa maior:a Educação-mola propulsora de desconstrução de um modelo que só satisfaz às minorias.


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